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Entendendo CQRS: Separação de Responsabilidades e Quando Usar

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    Leandro Simões
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Quais responsabilidades são separadas no CQRS, e por que isso importa?

Em aplicações CRUD típicas, leituras e escritas compartilham o mesmo modelo de dados, por exemplo, a mesma entidade ORM ou classe. Essa abordagem frequentemente leva a alguns problemas:

  1. O modelo de leitura carrega campos e relacionamentos desnecessários.
  2. Consultas se tornam complexas e mais difíceis de otimizar.
  3. As camadas de domínio e infraestrutura acabam fortemente acopladas.

O CQRS resolve isso separando responsabilidades:

Um Modelo de Escrita focado em regras de negócio e invariantes.

Um Modelo de Leitura otimizado para performance e simplicidade (pode até ser SQL puro).

Essa separação mantém seu domínio limpo, suas consultas rápidas e sua arquitetura pronta para evoluir.

Faz sentido usar CQRS em um monolito sem banco de dados distribuído?

Sim, faz sentido, mas com algumas ressalvas.

O CQRS pode fazer sentido quando as complexidades de leitura e escrita divergem significativamente, por exemplo, quando você tem regras de negócio complexas em escritas e precisa de consultas otimizadas para dashboards ou relatórios em leituras.

A ideia principal é isolar sua lógica de domínio da sua infraestrutura de leitura. Você pode ter um Modelo de Escrita rico (com Agregados, Entidades e Objetos de Valor) e um Modelo de Leitura simples (DTOs ou consultas diretas).

Essa abordagem também pode facilitar a migração para uma arquitetura distribuída ou de microsserviços no futuro, sem reescrever sua lógica de domínio central.

No entanto, não faz sentido para aplicações CRUD simples, sistemas com baixo volume de operações ou equipes pequenas com experiência limitada em DDD.

Além disso, o CQRS não requer distribuição ou bancos de dados separados. É fundamentalmente um padrão para separar responsabilidades.